E-Health – A OMS (WHO, 2005) definiu a Saúde Digital como a utilização custo-efetiva e segura das tecnologias de informação e comunicação para apoiar a Saúde e as áreas relacionadas com a Saúde, incluindo os serviços prestadores de cuidados de Saúde, a vigilância da Saúde, a literatura da Saúde e a educação, conhecimento e investigação em Saúde.
A Saúde Digital envolve todas as áreas da Saúde que utilizam as tecnologias de informação e comunicação. Eysenhbach (2001) refere que a Saúde Digital deve:
• Promover a eficiência;
• Melhorar a qualidade dos cuidados;
• Ser baseada em evidência científica;
• Promover o empowerment dos cidadãos;
• Encorajar novas relações entre os utentes e os profissionais de Saúde;
• Permitir a formação dos profissionais de saúde e dos utentes por meios digitais;
• Permitir a partilha de dados e informação entre utentes e serviços prestadores de cuidados de Saúde;
• Eliminar barreiras geográficas na prestação de cuidados de Saúde;
• Garantir o cumprimento dos princípios éticos de segurança de dados e privada dos utentes;
• Melhorar a equidade no acesso aos cuidados de Saúde pelas populações.
Fontes:
• EYSENBACH, G. – What is e-health? Journal of Medical Internet Research. 3:2 (2001) 2–3. DOI: 10.2196/jmir.3.2.e20.
• WHO – Fifty-eight World Health Assembly – Resolutions and Decisions. World Health Organzation, Geneva : 2005.

Telessaúde – A telessaúde consiste na utilização das tecnologias de informação e comunicação para a prestação de cuidados de saúde à distância, para a formação e educação dos pacientes e dos profissionais de saúde, para a saúde pública e para administração dos serviços de saúde. Inclui a utilização de sistemas de videoconferência e as tecnologias digitais de som e imagem.

Telemedicina – Utilização da informática e das telecomunicações aplicadas às três tarefas tradicionalmente executadas por médicos e outros profissionais de saúde como a assistência clínica, o ensino e a investigação biomédica e a prestação de cuidados de saúde quando os intervenientes se encontram física ou temporalmente afastados (INE,2009).

Teleconsulta – Área da telemedicina que permite a realização de uma consulta médica à distância, com recurso a tecnologias de videoconferência, mediante as quais um paciente pode transmitir informações a um profissional de saúde para o diagnóstico (INE,2009). Consulta, com recurso às tecnologias de comunicação e informação, em que os intervenientes podem estabelecer uma conversação, não partilhando o mesmo espaço físico.

Participam numa teleconsulta pelo menos dois intervenientes: profissional de saúde e doente ou profissional de saúde e profissional de saúde.
Os profissionais de saúde podem pertencer à mesma classe profissional (ex. médico – médico) ou a classes profissionais diferentes (ex. médico – enfermeiro). O doente pode estar presente ou não. Quando presente, pode estar acompanhado por profissional de saúde ou não.
Para cada teleconsulta existe um responsável pelo pedido e um pela realização da consulta, sendo que este está envolvido no ato.

Teleconsulta síncrona
Teleconsulta em que os participantes comunicam em tempo real, através da recolha, transmissão e exibição da informação em direto, por exemplo através de videoconferência.

Teleconsulta assíncrona («Store and forward»)
Teleconsultas em que os participantes comunicam em tempo diferido e de forma independente, através do envio de informação escrita e/ou de imagem.

Teleconsulta eletiva
Teleconsulta agendada. Pode ser síncrona ou assíncrona.
Exemplos: Teleconsulta eletiva síncrona: Medicina Geral e Familiar e Ortopedia; Teleconsulta eletiva assíncrona:  Teledermatologia

Teleconsulta urgente
Teleconsulta em contexto de urgência/ emergência, não agendada e síncrona.
Exemplos: Teleconsulta no AVC Agudo

Teleconsulta para discussão de casos clínicos
Teleconsulta, normalmente multidisciplinar e/ou multiprofissional, em que um ou mais casos clínicos são discutidos. O(s) doente(s) podem não estar presente(s).
Exemplo: reunião de decisão terapêutica oncológica

Telediagnóstico – Área da telemedicina que recorre à utilização das telecomunicações para  permutar, imagens estáticas ou dinâmicas de exames patológicos, imagens radiológicas, entre  outros meios complementares de diagnóstico e terapêuticos (MCDT’s), para discussão de casos e resolução de diagnósticos (INE,2009). No âmbito deste questionário inclui-se nesta categoria o conceito de Teleradiologia e Telepatologia bem como os MCDT’s na área da cardiologia (denominado por vezes como telecardiologia), na área da dermatologia (teledermatologia) entre outras especialidades.

Telecirurgia – Área da telemedicina aplicada à realização de procedimentos cirúrgicos à distância, por meio de sinais vitais, auditivos e tácteis entre o local onde está o cirurgião e o local onde está o paciente e pelo recurso a equipamentos de manipulação remota de instrumentos (INE,2009).

Tele-emergência – Área da telemedicina aplicada a serviços de emergência e de salvamento (INE,2009).

Telemonitorização – Supervisão médica à distância com recurso às tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente através da videoconferência e de equipamento médico de manipulação remota (INE,2009).

Teleformação – Sistemas de informação que se destinam a sensibilizar a população e a incentivar a formação clínica de médicos e de outros profissionais de saúde de um modo passivo através de repositórios de informação (tais como normas de procedimento, aconselhamento, prevenção, casos clínicos, entre outros), ou de modo interativo através de videoconferência (INE,2009).